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17.11.03

Só para avisar que estou vivo... embora em silêncio.

Até já...

4.11.03

O Metro de Lisboa

Li o artigo de José Vitor Malheiros hoje, no Público, e discordo dos seus pontos de vista.

Basicamente, ele está contra as portas de entrada e de saída do metro de Lisboa. Ele acha que devia ser tudo aberto, tudo "à vontade". Mas também aceita que o metro passe a ser "um lugar de acesso menos prático mas que isso teria como contrapartida a certeza de que todos os passageiros teriam pago a sua passagem".

Concordo com as portas de entrada do Metro. Diminui a fraude. E isso é positivo, porque uma pessoa que não paga a sua viagem de Metro, é uma pessoa que nos rouba a todos nós, os pagantes.

Mas a maior falha que o José Malheiros coloca hoje, são as portas de saída. Ele acha que o "débito das portas é insuficiente para escoar o fluxo de passageiros". Pode concordar-se com este facto (ele acha que as portas estão lá para a empresa que as vende ganhar mais dinheiro... e eu discordo), e ele até dá o exemplo do Metro de França.

Mas eu dou outro: o Metro de Londres. A última vez que lá fui, experimentei este sistema (ainda não existia em Lisboa) e achei excelente. E nunca vi ninguém queixar-se das portas de saída (que naturalmente reforçam o controlo). Porque nos queixamos nós de tudo?

Será genético? Será "tuga"?

3.11.03

Concerto do Ben Harper

Começando pelo fim: Brilhante a actuação do Ben Harper este fim-de-semana, no Pavilhão Atlântico.

Notas negativas:
- Nada a registar

Notas positivas:
- A voz. Começou, desde a primeira música, a puxar por ela, e conseguiu aguentar a força até ao fim.
- Relação com o público. Ele não cantou para todos nós. Ele cantou para cada um de nós, o que é completamente diferente. A preocupação de falar com cada um de nós, de cantar para cada parte da audiência, foi algo extraordinário.
- A timidez. Ele resolve a timidez de uma maneira fantástica. É um "porreiraço", um gajo simpático.
- As músicas. Ao vivo, excelentes. Já o eram, mas parece que ainda ganham nova vida. E estar 3 horas a cantar para nós, mantendo sempre o ritmo, é de louvar.
- O telefonema. Ben Harper pediu para lhe lançarem um telemóvel que estava com alguém da audiência, que facultava ao amigo a audição de uma pequena parte do concerto. Pegou nele, e veio para o microfone. E assim respondeu ao que deve ter sido a pergunta "Is this Ben Harper?":
"It's me, the Innocent Criminals [banda que o acompanha], and 20.000 portuguese people. And where the fuck are you??" (Brilhante)

Nota + positiva:
- A voz. De novo, mas para dizer uma coisa diferente. Algo que não transparece no seu trabalho de estúdio: a força, a alma, o poder. De facto, Ben Harper é, todo ele, "soul". Ficou provado.

Em jeito de conclusão, pego na palavras de um cartaz apresentado por uns fãs:
"You have changed our lifes... with your own two hands"
(paráfrase do título de umas das novas músicas do albúm: "You can change your world with your own two hands")

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